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Desde: 01/06/2004      Publicadas: 14      Atualização: 17/06/2004

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 Imprensa em questão

  02/06/2004
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Dia 1º de junho apenas parece ser um dia normal como tantos outros, mas para os comunicadores, esse dia é mais do que especial. Quer saber porque? Leia na íntegra.

Dia Nacional da Imprensa

Dia 1 de junho comemora-se o Dia Nacional da Imprensa. Os sindicatos, em meio a eleições internas para compor as diretorias e a negociações de reajuste salarial, praticamente não organizaram nenhuma comemoração, mas estão apoiando a campanha nacional, de iniciativa da Fenaj, contra a precarização do trabalho jornalístico.

O Comunique-se fez uma retrospectiva dos fatos mais relevantes que marcaram a imprensa desde 1 de junho de 2003.

Confiança, prestígio e poder de influência
De acordo com uma pesquisa Datafolha divulgada em janeiro deste ano, a imprensa foi eleita a entidade com o maior prestígio no Brasil, seguida pelos os clubes de futebol e a Igreja Católica.

A imprensa também lidera o ranking no quesito poder de influência. Em segundo lugar ficou o Poder Executivo, e em terceiro os bancos e instituições financeiras.

Em uma outra pesquisa, encomendada pela OAB, a imprensa aparece como segunda entidade em que os brasileiros mais confiam, perdendo apenas para a Igreja.

Brasil ainda não é lugar seguro para jornalistas. Nem completamente livre
Um relatório apresentado pelo Instituto Internacional de Imprensa (IPI) em março deste ano afirma que “o Brasil continua a ser um dos mais perigosos países na América para o exercício do jornalismo”.

De acordo com o relatório, os jornalistas que se dedicam a investigar a corrupção, o tráfico de drogas e outras atividades ilegais são os que mais correm riscos. Somente durante dois meses em 2003, quatro jornalistas foram assassinados no País, incluindo nessa lista o fotógrafo Luis Antonio Costa, o La Costa, free-lancer da revista Época, que levou um tiro enquanto cobria a ocupação de um terreno da Volkswagen em São Bernardo do Campo.

Em relação à liberdade de imprensa, o Brasil ocupa, segundo a organização Repórteres sem Fronteiras, o 71º lugar no ranking mundial.

BNDES: a mídia pode pedir socorro?
O primeiro semestre de 2004 foi marcado pelas discussões em torno da possível ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao setor de comunicação. Atualmente, o presidente do BNDES, Carlos Lessa, pretende enviar a proposta de financiamento a empresas de comunicação ao presidente da Comissão de Educação do Senado Federal, Osmar Dias (PDT-PR).

Lessa afirmou que se sentirá mais seguro para levar a discussão adiante se obtiver o aval dos senadores.

Aposentadoria especial
O Projeto de Lei Complementar 132/04 pretende assegurar, novamente, o direito do jornalista à aposentadoria aos 25 anos de atividade profissional, independente de ter atingido a idade mínima de 60 anos, para mulheres, e 65 anos, para homens.

A proposta ainda precisará percorrer um longo caminho para se tornar lei, mas já enfrenta uma forte resistência da Federação Nacional dos Jornalistas. De acordo com a Fenaj, essa discussão pode desviar a atenção sobre os baixos salários e os cortes de empregos. Além disso, sustenta a opinião de que os jornalistas não precisam da aposentadoria especial por serem trabalhadores como quaisquer outros.

O autor da proposta, o deputado Carlos Nader (PFL-RJ), afirma, no entanto, que a profissão exige um número excessivo de horas de trabalho em frente a terminais de vídeo, causando desgaste físico. Além disso, a atividade vem se tornando cada vez mais perigosa, expondo o jornalista a riscos de morte e invalidez.

Ética e censura
O caso do correspondente do jornal The New York Times, Larry Rohter, que publicou uma matéria afirmando que o excesso de consumo de álcool pelo presidente Lula estaria preocupando os brasileiros, abriu uma discussão nacional entre os jornalistas.

Em um primeiro momento, o assunto foi a atitude do repórter. A atitude de Rohter em aceitar apenas uma única versão, sem apurar mais profundamente o caso, foi questionada pelos coleguinhas como desvio nos padrões éticos.

No entanto, a polêmica mudou de rumo com a estratégia de reação do governo: Lula decidiu cassar o visto do jornalista e expulsá-lo do país. A ação foi vista como um ato de censura e o governo foi fortemente atacado, interna e externamente.

O debate continua rendendo pautas, inclusive no Comunique-se, como é caso da última coluna de Milton Coelho da Graça.

A criação da Abraji
Na tentativa de debater o jornalismo investigativo e evitar a repetição de casos como o da morte do jornalista Tim Lopes, os jornalistas Rosental Calmon Alves, do Centro Knight de Jornalismo nas Américas da Universidade do Texas, e Marcelo Beraba, ombudsman da Folha de S. Paulo, criaram, em 2003, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, a Abraji.

Eles realizam seminários, palestras e cursos, a fim de treinar os jornalistas, preparando-os para o trabalho investigativo.

Um ano de grandes perdas
Desde o último Dia Nacional da Imprensa, o Brasil perdeu dois grandes líderes da comunicação. No dia 04/07/03 morreu Ary Carvalho, presidente do grupo O Dia, aos 69 anos. O jornalista comprou o jornal em 1983 e realizou uma grande mudança gráfica e editorial, provocando um forte aumento nas vendas.

Pouco mais de um mês depois, morreu, no Rio, o presidente das Organizações Globo, o jornalista Roberto Marinho. Aos 98 anos, ele assumiu o jornal O Globo, criado por seu pai, em 1931 e a partir daí expandiu seus negócios, com o surgimento da Rádio Globo, da TV Globo e do jornal Extra, entre outros veículos.


Comemorações
As comemorações do Dia Nacional da Imprensa deste ano se resumem a uma campanha nacional, organizada pela Fenaj, com apoio de todos os sindicatos da categoria, de combate à precarização do trabalho jornalístico. Segundo o diretor do Sindicato de São Paulo, Amílton Vieira, será distribuída uma cartilha, editada pela entidade, sobre a questão. O evento de lançamento da cartilha deverá ser realizado no dia 07/06. O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, será convidado para participar do encontro.

Sindicatos como o do Ceará, Paraíba e do Rio Grande do Norte estão envolvidos em campanhas eleitorais e negociações salariais. Uma manifestação dos policiais civis impediu, nesta segunda-feira (31/05), a solenidade organizada pelo sindicato de Alagoas, cujo objetivo era não deixar a data passar em branco. O presidente do SJPAL, Antonio Pereira, contou que a entidade será a primeira a lançar a Cátegra da Fenaj, iniciativa que visa ao aperfeiçoamento profissional, através de cursos de especialização. “Formamos um convênio com a universidade federal daqui para criar um curso de pós-graduação e de mestrado em jornalismo”, explicou.

Uma confraternização, com coquetel alusivo ao Dia da Imprensa, acontece nesta terça (01/06), às 19h30, no Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa, em Porto Alegre. O evento, que vai homenagear os jornalistas Raul Quevedo e João Aveline, é promovido pela Secretaria de Estado da Cultura, através do Museu, em conjunto com a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), o Sindicato dos Jornalistas/RS, a Rede Alfredo de Carvalho e a Companhia Rio-Grandense de Artes Gráficas (CORAG). A indicação dos dois profissionais foi feita pelo Sindicato, pela destacada atuação de Quevedo e Aveline na defesa da categoria e dos princípios éticos na imprensa. O encontro será realizado no Salão Alberto André, que fica no 1° andar do Museu (Rua dos Andradas, 959 – Porto Alegre).

Em Goiás, a presidente do sindicato local, Maria José Braga, disse que foi realizada uma plenária regional do Comitê Goiano pela Democratização da Comunicação para comemorar as datas próximas, como o Dia Nacional das Comunicações (05/05), o Dia Mundial pela Liberdade de Imprensa (03/05) e o próprio Dia Nacional da Imprensa.

No Ceará, ainda se comemora a data no dia 10/09. “Esse dia é mais lembrado do que 1º de junho”, comenta o diretor do SJPCE, Vitor Vasconcelos – ler histórico abaixo sobre a mudança da data.

O dia será lembrado pelos jornalistas mineiros no VIII Congresso Estadual de Jornalistas, que acontece, no Hotel Providência, em Mariana, entre os dias 04 e 06/06.

Já na Associação Brasileira de Imprensa, uma coincidência: a posse solene da nova diretoria, cujo presidente é Maurício Azedo, será realizada às 17h desta terça, no auditório Oscar Guanarabino, do 9º andar do edifício sede da ABI, que fica à rua Araújo Porto Alegre, 71, Centro do Rio. Entre os convidados ilustres está o Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República, Ricardo Kotscho.

Mudança de data provoca confusão até hoje
A data já foi modificada por lei há quatro anos, mas muita gente ainda acha que o Dia Nacional da Imprensa é comemorado em 10 de setembro. Até 1999, valia o decreto de Getúlio Vargas, que 60 anos antes vinculou o início da atividade jornalística no Brasil ao lançamento Gazeta do Rio, jornal da Coroa Portuguesa lançado em 1808.

Desde 2000, o Dia Nacional da Imprensa passou a ser comemorado em 1º de junho, quando o Correio Braziliense, de José Hipólito da Costa, circulava pela primeira vez.

A ARI deu início à campanha em 1998, quando entregou ao deputado Nelson Marchezan uma minuta de projeto de lei sugerindo uma nova data para o Dia Nacional da Imprensa. Marchezan, que morreu em fevereiro deste ano de infarto, não teve dificuldades em aprovar o projeto.

Gazeta do Rio era uma espécie de pedra no sapato dos jornalistas que não aceitavam ter um jornal nascido sob o signo da censura como representante da imprensa brasileira. Dirigida pelo Frei Tibúrcio José da Costa, funcionava como um diário oficial da Corte, publicando apenas o que interessava à Coroa. Seu porte era limitado - não passava de quatro páginas.

Correio Braziliense, que também é de 1808, pregava a liberação do Brasil dos domínios de Portugal. Rodado em Londres com o apoio de maçons ingleses - qualquer atividade de impressão no Brasil era proibida -, o jornal chegou a ser chamado de Armazém Literário, por dar valor a colunas e opiniões. Os exemplares chegavam nos porões dos navios que aportavam no Rio de Janeiro.

  Web site: www.comnunique-se.com.br  Autor:   Redação da Comunique-se





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