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Desde: 01/06/2004      Publicadas: 14      Atualização: 17/06/2004

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 Gaveta

  02/03/2003
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Narrativa o quê?

A narrativa pós-moderna que influência os meios de comunicações nesse momento histórico.

A narrativa pós- moderna

A narrativa pós-moderna é o esgotamento do modelo da modernidade com aparecimentos de aparatos técnicos, emergindo novas formas de interpretar a cultura.
Os meios de comunicações estão sendo modificados pelas técnicas vigentes, transformando as imagens num tempo imaginário para um tempo e espaço que parecem ser real, mas sabemos que tudo não passa da tecnologia que o homem criou para se ter a sensação, ou mesmo a visão de que tudo é possível de acontecer. Parecem assim, personificar estruturalmente uma superação da narrativa modernista do artista individual que luta para transformar um meio físico particular, segundo o autor Connor, Steven (1992).
A TV, o vídeo, o cinema e as músicas são exemplos de que o imaginário podem ser sentidos ou observados como no real pelos seres humanos.
As reproduções feitas pelos meios de comunicações possuem as características da singularidade, multiplicidade, transitoriedade, anônimato, permanência e a transcendência. Portanto percebemos que ao ouvir uma música, ela tem como objetivo nos fazer sentir e/ou imaginar aquilo que é cantado.
Os vídeos e clips mostram a transitoriedade das imagens quando há passagens de um espaço para outro. Geralmente os lugares gravados não são os mesmos, então usando da tecnologia temos a impressão de que tudo está num mesmo local. A repetição e a permanência também são fatores que sempre estão presentes nas técnicas de reproduções.
Assim os meios de comunicações são oscilantes, não lineares devido as transformações cabíveis ao reprodutor de imagens.
Esse meio transformado pelo homem em sua subjetividade faz com que as artes dos filmes e vídeos sejam múltiplos, transitórios e anônimos, familiarizando a TV e disseminando globalmente o conhecimento dela em seu consumo e em sua produção, persistindo então a violência no espectador.
Os meios de comunicações modificados em sua linguagem pela narrativa pós- moderna acarreta na sociedade novas formações culturais e permite a autênticidade, contemporâniedade e universalidade ao conteúdo, porque possuem um caráter de montagem e de movimento numa relação entre a realidade, o sujeito e os meios de comunicações.
As imagens ocorrem num tempo, espaço e lugar diferenciados, a cada instante tudo pode ser modificado, nada é contínuo. As imagens e reproduções são sobrepostas umas as outras.
Também existem formas mais complexas de inteligência na sociedade pós-moderna, com referências nas reproduções da mídia trazendo alterações nas formas de apreensão da cultura e na formação da sensibilidade do ser humano.
A estética moderna x estética pós-moderna informatiza a sociedade com elementos fundamentais do momento histórico existente influênciando na transformação da gestão social do conhecimento dos indivíduos, tornando-o mais complexo, sendo capaz de formular novos juízos.
O contexto acima pode nos trazer um maior esclarecimento, se observado clips gravados pela MTV por exemplo, porque as imagens pós-modernas permitem agrupar elementos da ficção e da realidade, ou até mesmo assistindo programas televisivos que mostrem a todo tempo imagens, ou então aqueles meios impressos que para substituir linhas e mais linhas de minúsculas palavras, traga fotos e imgens que falem por elas, sem termos que ler, apenas olhar e entender que aquilo nos traz algum conhecimento.
É possível perceber então que as imagens reproduzidas nos dão uma idéia do acontecimento mais amplo, existindo a possiblidade de imaginar e sentir as mesmas emoções que os artistas dos vídeoclips nesse momento, ou melhor, no momento que foi gravado – não podemos esquecer que com a tecnologia as imagens funcionam de outra forma – estão sentindo. As sensações agora são as mesmas, porque ao presenciar tais imagens o ser humano sente vontades e traz a imaginação para a sua realidade. Esse é o objetivo principal da mídia em geral, para obter todo a nossa atenção, fazer com que fiquemos horas em frente a uma tela ou esperando dias para assistir determinado programa que se identifique com a nossa vida social, com os nossos desejos, com as vontades de saborear um delícioso alimento, por exemplo. Assim portanto, supostamente suprindo as necessidades que qualquer pessoa possa sentir e acreditar que um dia alcançará.

Referências Bibliográfica:

In: Connor, Steven, “Cultura Pós Moderna- introdução às Teorias do Contemporâneo. São Paulo: Luyola, 1992.






  Autor: Roberta Migliolo


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